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COISAS DE SANCLER

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... ou Um Mochileiro pela América - Final



Depois de quase 20 dias chega ao final a viagem pela América. Muita coisa aconteceu desde o último relato e quem sentiu falta de drama no passado não vai ter do que reclamar nessa semana. Voltemos ao ponto em que o último texto parou: a ida a El Calafate, Sul da Argentina, o quase fim do mundo.

El Calafate é uma cidade pequena, onde tudo parece recém-construído. Como vive apenas do turismo, tudo é caro na cidade. Contudo, as paisagens compensam o investimento.


TRAUMA TITANIC
Passei menos de quatro dias na cidade, mas foi tempo suficiente para fazer o que queria. Em um dia peguei um barco e naveguei pelo lago Argentino (que tem uma água azul turquesa e é lindo) num passeio chamado Todos os Glaciais. Na verdade, não se vê todos, mas os mais importantes. Pude chegar pertinho do Upsala, do Spegazzini e, por fim, dele, o mais esperado: Perito Moreno.

Além dos glaciais, o que mais eu vi nesse passeio foram icebergs. Algo esperado. Mas meu trauma Titanic veio à tona. O barco ia chegando perto daquele monstros de gelo e eu pensava “vai bater e a gente vai morrer congelado nessa água!”. Foi um sufoco. Não bastava ver, chegar perto. Precisei caminhar sobre o Perito Moreno, ver como ele é “por dentro”. Pelo meu condicionamento físico optei pelo minitrekking, no qual se caminha uma hora e meia. Há também o tour Big Ice, no qual se anda seis horas – mas para quem não anda nem uma hora em Santa Cruz, seis não iam rolar.


Para caminhar sobre o gelo é preciso colocar os grampos, sapatos de ferro com fivelas que são amarradas ao seu calçado. Aí vai uma dica que ninguém que trabalha com esses tours vai te dar: nunca, em hipótese alguma, vá de All-Star. Muito menos use meias curtas. Eu fiz essa combinação e tive de aguentar a fivela arrancando a pele do meu calcanhar enquanto andava. Caminhar sobre o gelo é uma experiência única. As paisagens sobre o glacial são de tirar o fôlego. Vale cada centavo investido.


CONTRATEMPOS
Sonho realizado, hora de voltar para Mi Buenos Aires Querido. Mas depois de tanta felicidade, parecia que a sorte voltava a mudar. Primeiro, o voo em El Calafate atrasou em mais de duas horas. Se a cidade é pequena, você pode imaginar como é o aeroporto. Menor ainda. Depois, descubro que não tenho como ficar um dia a mais em Buenos Aires (havia feito reserva só para uma noite e apenas depois decidi ficar mais). Assim, tive de adiantar minha ida a Montevidéu em um dia. Até aí tudo bem.


Comprei a passagem para Colônia do Sacramento (resolvi conhecer a cidade e dela ir para Montevidéu). A cidade, apesar de tombada como Patrimônio Histórico, não tem nada de tão interessante. Em três horas você conhece tudo e pode ir embora. Eu, não lembrando que tinha de adiantar o relógio, perdi o ônibus e tive de ficar três horas a mais esperando. Mais castigo. Mas nada de ruim se compara ao que me aconteceu na chegada a Montevidéu. Quem viaja tem de saber que vai passar por contratempos. Porém, nem sempre estamos preparados para eles.


Cheguei na capital uruguaia à tardinha, quando o sol já estava quase se pondo. Fui ao albergue ao qual havia enviado um e-mail de reserva, mas não tinha recebido resposta. Chegando lá, descubro que não há vagas. Arrasto minha mala de 20 quilos ruas acima e no outro albergue também não há. E assim foram nos outros e outros. Sem esperanças e cada vez mais assustado com a possibilidade de ficar sem abrigo à noite, numa cidade que não conhecia, parti em busca de um hotel. Mas nem neles eu encontrava vaga. No, no, no. Era só o que eu ouvia.


Cada vez mais desesperado e desolado, vaguei pelas ruas com minha mala de 20 quilos. Mais pesada que ela, só o medo que me apertava o peito. Enfim, achei um hotel que tinha uma vaga e tive de pagar por um quarto de casal. Saiu caro, mas foi a solução. Dica para não passar por isso: sempre reserve com antecedência o lugar onde você vai ficar. Não queira sentir o que senti.


DO GELO À PRAIA
Achei a Ciudad Vieja em Montevidéu linda, mas como todo resto da cidade, muito suja. Em Santiago, no Chile, havia muitos cachorros nas ruas, mas não se via nenhuma sujeira pelas calçadas. Em Montevidéu era o contrário: poucos cães, muita sujeira e mau cheiro.


Depois de dias no gelo em El Calafate pude curtir uma praia em Montevidéu. Além disso fui a Punta del Este, linda e charmosa como podia se esperar que ela fosse.


BAGAGENS
De Montevidéu parti para Rivera, onde fiz umas comprinhas e atravessei a fronteira para enfim voltar para casa. A mala, que foi sobrando espaço, voltou para o Brasil estourando. Porém, voltei com mais de uma bagagem. A material veio cheia com os souvenirs que fui adquirindo ao longo da viagem. Mas havia uma outra, essa imaterial, que voltou tão cheia quanto era possível. Nela, lembranças, histórias, pessoas e lugares disputavam o espaço. Ninguém que faz uma viagem dessas volta igual. São muitas as coisas vivenciadas, muitos os aprendizados, muitas as pessoas que cruzam nosso caminho.


Tive a felicidade de conhecer seres humanos maravilhosos em meu percurso. Não teria como citar todos, mas também nãopoderia deixar de citar alguns. Em Santiago, o que teria sido de mim sem os anjos da guarda Ana, Flávia e Samara que me socorreram quando eu mais precisava. Ou como esquecer de Martin, um músico que conheci na noite que fui a uma casa de tango na Argentina. Apesar de ter conversado muito pouco com ele, foi a minha presença em um momento especial para ele que me tocou. O rapaz assistia naquela noite, pela primeira vez, à noiva Veronica, que dançava na companhia. É impossível esquecer o olhar dele ao me cutucar e apontar: “É ela”. Poder testemunhar momentos únicos na vida de outras pessoas não tem preço.


VOLTAR...
Viajar é maravilhoso, mas tão bom quanto é poder voltar. Reencontrar suas coisas, seus amigos, sua família. A saudade torna tudo melhor. Enquanto você lê esse relato estou curtindo tudo isso. Quero agradecer quem acompanhou os relatos e torceu por mim. Muito obrigado. Quem sabe, até a próxima!

Relato publicado no Caderno Q? do Jornal Gazeta do Sul do dia 10 de fevereiro de 2010
... ou Um Mochileiro pela América - parte 2





A viagem pela América continua e o Chile já ficou para trás. Deixei lá as lágrimas e a maioria das dificuldades. Aqui na Argentina, entendo e sou entendido melhor. De Santiago fui para Mendoza, cidade argentina famosa por seus vinhos e por ser próxima da fronteira com o Chile. O albergue que fiquei era quase perfeito. Lá comprei os tours que queria fazer, a passagem para Buenos Aires. Mas o melhor de tudo era que ficava na frente da rodoviária. Cheguei até ele graças ao Mariano, brasileiro que conheci no Chile. Essa é uma boa dica: troque informações com outros mochileiros. Sempre tem alguém que pode salvá-lo.

Em Mendoza fiz o Caminho dos Vinhos e o tour que me levou às alturas, em todos os sentidos. Visitei a Alta Montanha, vi muitos cerros, montanhas com neve, uma antiga estação termal desativada. As paisagens eram de tirar o fôlego. Depois, para chegar ao Cristo Redentor dos Andes, na divisa entre Chile e Argentina, tive de encarar um estrada estreita, de chão batido e cheia de curvas. Dava muito medo, mas o visual lá em cima recompensou. Fiquei eufórico em ver tanta beleza, de ter chegado tão longe. Pude ainda brincar de ter o gelo das montanhas em minhas mãos.

Mi Buenos Aires querido
Depois de uma passagem rápida por Mendoza, fui de ônibus para Buenos Aires. Para ter mais comodidade, fui de primeira classe (olha a classe do guri!). No busão, ganhei janta e café da manhã, joguei bingo, assisti a um filme em espanhol e entendi tudo – e o mais importante, consegui dormir.


O hotel aqui de Buenos Aires tem a melhor estrutura que encontrei (dica da brasileira Ana, que conheci em Santiago). É um prédio todo só de albergue e os quartos têm ar-condicionado. A capital argentina é linda e está abarrotada de brasileiros. Você se sente no Brasil de tantos conterrâneos que encontra, em todos os lugares. Isso porque está barato viajar para cá: tudo sai a metade do preço.


Na cidade, visitei os bairros Recoleta (onde encontrei rapidinho o túmulo de Evita), Palermo (que não achei nada demais, mas é indispensável de toda forma), La Boca (onde fui a La Bombonera e ao Caminito, um lugar cheio de lojinhas e bares com fachadas coloridas) e San Telmo (onde conferi a famosa Feira de San Telmo, abaixo de chuva). Como o albergue fica no centro, fui a pé até a Casa Rosada e o Obelisco, tudo pertinho. O bacana de viajar é que você vai aprendendo com seus erros. Se em Santiago eu sofri porque não tinha um mapa, em Buenos Aires chego a qualquer lugar olhando para um.


Quem visita a cidade não pode deixar de assistir a uma apresentação de tango. Eu fui em duas. Uma no Café Tortoni, local tradicionalíssimo da cidade (e que foi tema de um documentário de uma galera da Comunicação Social da Unisc) e outra no La Ventana. Nesse último, o espetáculo era impressionante. Duas horas de apresentação enquanto se desfrutava de um belo jantar com entrada, prato principal e sobremesa. Um luxo que valeu cada centavo.


Novamente senti vontade de chorar, mas dessa vez por outro motivo: felicidade. O tango é tão envolvente e emocionante, mexe com a gente. Somado a isso, lembrei de como sempre quis viajar e não podia por falta de grana. Estava tão realizado que quase chorei. Quase.


É vivendo no ritmo do tango que sigo a viagem. Enquanto você lê este relato estou andando sobre o glacial Perito Moreno em El Calafate, Sul da Argentina. Enfim, vou realizar meu sonho de conhecer essa obra da natureza. Depois volto para Buenos Aires para seguir ao Uruguai, último país da viagem. A reta final dessa aventura solo, eu conto semana que vem.


PS.: Como sempre peço a todos, rezem por mim.

Relato publicado no Caderno Q? do Jornal Gazeta do Sul do dia 03 de fevereiro de 2010

Quando você estiver lendo este texto, certamente nao estarei mais no Chile (país que visitei por três dias) e do qual darei dicas para quem quiser no futuro se aventurar e viajar para lá. Primeiro: quer ir sozinho como fui? Então prepare-se para um mundo de dificuldades e aprendizados.

Viajar sozinho pode ter suas vantagens, mas também é uma escolha corajosa. Decidi que ia nas férias para o Chile, Argentina e Uruguai. Para não cair de paraquedas nos países, visitei o blog Me fui pro Chile, do amigo e ex-colega de Q? Guilherme Mazui e peguei todas as dicas (o cara fez essa viagem no ano passado). Comprei minha passagem de avião (de ônibus pro Chile é muito longe e leva muito tempo, umas 40 horas) e reservei o albergue (ou Hostel, como é chamado mundialmente). Resolvi ficar no que havia sido indicado, o Plaza de Armas, que é muito bom.

Dica para quem vai ficar em albergue: quem ficar em quarto coletivo como eu (que é mais barato) terá de dividir o local com estranhos, a maioria estrangeiros. Terá de aguentar os roncos alheios, a bagunça que alguns fazem ao espalhar suas coisas pelo quarto. Outra coisa importantíssima: banheiro. No Plaza, há as duchas (onde se toma banho) e os sanitários separados por sexo. Mas detalhe: sao três duchas, uma no lado da outra, com apenas cortinas fechando elas. Ou seja, você fica nú na frente de outras pessoas antes e depois do chuveiro. Quem não quer passar por isso, precisa consultar seu albergue antes.

Andar sozinho por uma cidade grande em outro país no qual as pessoas não falam a sua língua é penoso, mais ainda se você não tiver um mapa na mão. Meu caso é claro. Saí pelas ruas andando de um lado a outro. De vez em quando pedia informações. Foram nesses momentos que fui surpreendido. Os chilenos que encontrei eram muito fechados e davam informações meio que a contragosto. Não são receptivos e calorosos, algo talvez que seja da própria cultura deles, mas para quem é turista é complicado. Minha dica é sempre pedir informação para guardas (que são muito gentis) ou para pessoas ligadas ao turismo. Esses dois tipos (guardas e pessoas que trabalham com turismo) são muito tranquilos e ajudam bastante.

PORTUNHOL
Quem vai vir pro Chile e atacar com um portunhol (como yo) deve saber que os populares não se esforçam para entender e os chilenos falam muito rápido. Precisava ir à rodoviária e perguntei onde tinha estação de ônibus. Falei bus (em inglês) e ninguém entendia. Nosso ônibus para eles é bus (pronuncia-se com o u forte). Superparecido com o que eu falei, mas não igual.

Em outro momento, queria informaçoes para ir à Casa da Moeda. Perguntei a um jovem e ele não me entendia. Não pensei duas vezes, saquei uma moeda do meu bolso e falando devagar e fazendo mímica perguntei ”Casa de moeda?”. Mesmo sendo os chilenos mais fechados, quem visitar o país deve pedir informações a quem aparecer pela frente. É melhor do que ficar perdido.

LA PLATA
Outra complicação é a grana. No Chile se trabalha com o peso chileno e ele tem muita diferença do Brasil porque a maioria das coisas gira em torno de mil. Isso mesmo. Quer uma coisa? “Dois mil pesos”. Para nós brasileiros, dois mil é muita grana, mas aqui equivale a mais ou menos R$ 8,00. Eis aí a confusão. Mas rapidinho você pega o jeito. Só preste atenção: as notas de mil pesos e de 10 mil pesos são muito parecidas.

SOLITO, NO!
Se tem uma grande lição que aprendi nesses quatro dias de viagem é que se pode até viajar sozinho, mas não permanecer. Passar o domingo rodando Santiago solito, sem ter com quem conversar (mais eu que adoro um papo), foi horrível. Acabei ficando muito mal e cheguei a pensar em encurtar a viagem. Numa cena dramática, digna de filme, fui a uma igreja perto do albergue onde fico e comecei a chorar olhando a foto dos meus pais e meu irmão na rodoviária de Santa Cruz. Não me importei que havia várias pessoas ao meu redor. Simplesmente chorei por uns vinte minutos e pedi a Deus que me desse forças para continuar.

E para quem não acredita em milagres, mais uma prova. Voltei pro albergue, fui chamado para uma roda de conversa e bati papo com três coreanos, um britânico, outro brasileiro e um chileno. Foi muito bom. Para me comunicar chegava a falar português, espanhol e inglês numa frase só. Essa é outra dica: não fique com vergonha, fale, erre, mas tente. No bate-papo aprendi dois jogos de carta novos e pude jogar com a galera.

Depois encontrei mais três brasileiras e fiz amizade. Percebi então que a viagem tinha passado por uma reviravolta e que coisas boas iriam acontecer. O dia seguinte foi maravilhoso. Fui até Valparaíso, na costa pacífica do Chile, visitei Viña del Mar e Reñaca, uma do lado da outra. Para isso paguei um city tour (outra dica muito boa: você paga 15 mil pesos e passa o dia inteiro zanzando pelas cidades, de van e com guia). Valparaíso tem bairros levantados na montanha, é uma espécie de favela mais bonita, porque todas as casas são coloridas. Viña tem uma arquitetura riquíssima e um cassino, para quem gosta de jogatina. Nos três locais é possível ver o Pacífico, que de pacífico nao tem nada. Foi em Reñaca que molhei meu pés e de lambuja parte da minha bermuda depois de ser surpreendido por uma onda maior.

VINHO
Para quem quiser se movimentar por Santiago, indico o metrô que cobre toda a cidade, é superfácil de se achar. Evite os ônibus. Existem diversas paradas, mas em cada uma há os números dos ônibus que param nela. Assim, se o que você precisa não está na lista, vá a caça de outra parada que tenha o número. Mas não recomendo, porque as placas com as direções são confusas e é fácil pegar o busão errado.

Quem se interessar pela viagem deve tirar um tempo e aproveitar, porque vale a pena. Para finalizar, meu último dia no Chile foi de visita à vinícola Cocha Y Toro (passeio que uma amiga que prefiro não citar o nome adoraria fazer), ao Cerro San Sebastian e ao Cerro Santa Lucía. Todos muito lindos. Agora é a Argentina que me espera. Como será essa segunda parte da viagem? Só daqui a uma semana poderá se saber.

PS: Relato publicado no Caderno Q? do Jornal Gazeta do Sul do dia 27 de janeiro de 2010.
Enfim, o fim da viagem

CHILE - CONCHA Y TORO
Ao longo do texto, você vai encontrar foto representativas de toda a viagem, do Chile ao Uruguai.

Quase dois meses depois, enfim encontro tempo para finalizar os relatos da viagem e quem sabe retomar esse blog por muito tempo abandonado. Vamos seguir o relato do ponto onde o último parou, o embarque no ônibus em Montevidéu rumo a Rivera.

Embarquei no ônibus, a previsão era de que ele chegasse às 6 da manhã em Rivera. Não consegui dormir direito e pior, o ônibus chegou antes, às 5. Como as lojas só abriam as 8h30, mais um bocado de horas passei na rodoviária de Rivera. Usei o tempo para ler mais Crepúsculo. A estação era pequena e eu passei muito frio. Com preguiça de abrir a mala e pegar um casaco, me encolhi enquanto lia. O céu escuro deu lugar a claridade e rumei para a rua para pegar um táxi.
Pedi ao motorista para me deixar na rua com mais lojas. Assim ele fez. Eram oito horas da manhã e as lojas não estavam abertas. Zanzei com minha mala de 20 kilos para cima e para baixo da rua “principal”. Olhei as vitrines, fui procurando o que queria.

Vi um movimento na frente de uma das lojas e descobri que ela era a única que ainda tinha ar-condicionados modelo Split. Como meus pais haviam pedido que eu comprasse um, resolvi entrar na fila para compra. Caixas e mais caixas começaram a ser empilhadas na frente da loja, todas com os splits.

A loja abriu, me joguei para dentro e comprei o ar-condicionado no cartão. Pedi para deixar o Split guardado porque iria em outras lojas. Quando saí da loja encontrei meu ex-colega de trabalho no Banco do Brasil, o Carlos Spohr, que eu descobri que estava morando em Livramento depois de ter passado num concurso para trabalhar em algum órgão qe agora me foge o nome. Foi bom rever ele depois de mais de 5 anos.

Passada a surpresa do encontro, fui para outra loja de eletrônicos onde adquiri o restante que queria. Comprei uma pendrive de 16 GB e meu tão sonhado Ipod. Depois disso começou o meu pagamento de pecados. Tive de ir na receita declarar o que havia comprado. Não queria correr o risco de atacarem o ônibus e eu perder todos produtos, prefiri pagar. Arrasteri minha mala de 20 kilos ruas acima até chegar na receita. Preenchi e papelada e descobri que precisava pagar a taxa num banco.

Lá fui eu, minha mala de 20 kilos e minha mochila atravessar uma quadra até chegar no Itaú de Livramento. Paguei a maldita taxa no caixa eletrônico, e arrastei-me novamente para a receita. Paga a taxa, ataquei um táxi e expliquei o rolo: precisava ir até um loja pegar um ar-condicionado e depois ir para a rodoviária de Livramento.

ARGENTINA - ALTA MONTANHA

Voltei para a loja e o taxista pediu que eu não demorasse porque ele estava estacionado em lugar proibido e mais, o taxímetro estava rodando. Cheguei na loja e os atendentes começaram a me empurrar de um para outro, não tive escolha, usei minha cara de cachorro com fome e sentenciei que não podia esperar porque o taxista estava me esperando com o taxímetro rodando. Um atendente apiedou-se e saiu correndo com as caixas.

Cheguei a rodoviária as 11 horas, desci as duas caixas e minha mala de 20 kilos. Comprei minha passagem para o ônibus das 14. Com fome, resolvi ir para o restaurante e começou a comédia. Levei primeiro a mala. Voltei peguei uma das caixas, larguei no restaurante e voltei para pegar a outra caixa. Almocei.

Resolvi ir na lanhouse me entreter. Adivinha o que aconteceu? Sim, mala, caixa 1, caixa 2. Era eu e minhas três extensões para cima e para baixo. Passei o tempo no computador e próximo da hora de ir para os boxes, lá fui eu de novo: mala, caixa 1, caixa 2. Detalhe: a mala e uma das caixas eram muito pesadas. A mala pelo menos tinham rodinha, agora a caixa....


ARGENTINA - BUENOS AIRES - LA VENTANA

Sentei num dos bancos com mala e caixas ao meu redor. Todo mundo me olhava. Pensavam: quem é esse muambeiro? E como comigo nada é muito normal, o povo começou a perguntar se o que tinha na caixa era split, quanto eu tinha pago, etc, etc...

Chegou o ônibus e lá fui eu carregar minhas extensões. A viagem levou mais de oito horas, não via a hora de chegar em casa. E ordinário como sou, fiz surpresa. Menti para todo mundo que voltaria na quarta e só quand cheguei na rodoviária de Livramento na terça é que avisei em casa que já estava no Brasil.



ARGENTINA - EL CALAFATE - GLACIAL PERITO MORENO
Fui recebido com churrasco, muitos abraços e saudade. Para tornar a noite emocionante, me obriguei a ir no plantão de Hospital de Vera Cruz. Explico: eu consegui adquirir uma alergia nos últimos dias de viagem que me dava uma coceira que não me deixava em paz... ganhei uma injeção de anti-alérgico e melhorei!

Tenho certeza que uma das melhores decisões que tomei na minha vida foi fazer essa viagem. Aprendi tanto, vivi tanto, vi um novo mundo e voltei outro, por assim dizer. E o fato de a viagem ter sido narrada no Q? Tornou-a ainda mais especial, porque tive muitos acompanhantes nessa jornada. Passado quase dois meses das minhas férias, ainda encontro pessoas que confidenciam que leram e gostaram dos relatos. Amigos, conhecidos e pessoas que nunca vi na minha vida.
E para marcar ainda mais a viagem teve o terremoto no Chile. Se tem uma coisa que eu ouvi foi: “Quando vi a notícia do terremoto, lembrei de ti” ou “Tu teve sorte de ir antes”. Parece que eu havia virado a referência do Chile. Isso é outra coisa engraçada, mesmo tendo viajado também para Argentina e Uruguai, as pessoas sempre me perguntam: “Como estava a viagem para Chile?”.

URUGUAI - MONTEVIDÉU - CIUDAD VIEJA


Bem,só tenho a agradecer todas as pessoas que conheci, a todos aqueles que torceram por mim, aqueles que acompanharam a jornada pelos relatos, a Deus por não ter deixado nada de ruim me acontecer.

Espero poder fazer mais viagens como essa e que a recompensa seja igual!

PS: Nos próximos posts, os relatos publicados no jornal!
Quem não gosta de ser reconhecido pelo que faz? Pois bem, eu pelo menos acho muito bom. Embora saiba que muita gente lê minhas matérias no Q?, por exemplo, dificilmente alguém lê e vem comentar, falar alguma coisa. Quando acontece, sempre fico feliz.


Na última quarta, saiu no caderno uma matéria que fiz sobre os alunos da Escola Goiás que fazem aulas de patinação. A pauta foi bem bacana, mas confesso que estava com medo de errar o nome de alguma das gurias, ou escrever bobagem. Explico: eu não entendo nada de patinação!!

Na sexta-feira, a Marcela, secretária do jornal, me liga e diz que tem alguém do Goiás querendo falar comigo. Sinceramente, logo pensei que era reclamação. Pensava, o que eu tinha feito de errado. Antes de abrir a porta e me dirigir ao local onde encontraria a pessoa, fiz o sinal da cruz. Abri a porta e encontrei duas mulheres muito simpáticas segurando um vaso com flores. Eu pensei "não, não pode ser o que estou pensando". Mas era.


Elas estavam ali para me agradecer pela matéria, que segundo elas, havia ficado maravilhosa. Elas agradeceram em nome de toda escola, dos alunos da patinação, dos pais dos mesmos e das professoras do esporte. Fiquei muito feliz, radiante. Foi a primeira vez que recebi um reconhecimento assim, digamos, material. Já havia ouvido um e outro elogio, mas nunca havia recebido nada.

Além das belas flores que você confere aí na foto, ganhei um belo cartão e um chaveiro da escola! Reproduzo abaixo o texto do cartão:


"Sancler, não olhe quantas curvas da vida você teve que fazer, mas sim a beleza do mundo que ajudou a construir. Agradecemos o carinho que dedicou as atletas (patinadoras) da Escola Goiás e Pattinsul. Obrigado. 23/10/09." Escola Goiás, Diretora Eliana, Maria Regina Käfer, Claudia, Debora, pais e patinadores.

Eu sim quero agradecer o reconhecimento dado ao meu trabalho. Muito obrigado a todos. Vocês me fizeram, mais uma vez, acreditar que talvez esteja no caminho certo.

Essa semana ganhei um novo nome: Fritz. Tudo porque vesti o personagem durante uma hora para matéria do Caderno Q?. Fiquei feliz com o resultado, tanto da matéria em si, quanto da experiência e da repercussão.

Sempre quis saber como era ser o personagem. Vestir aquela roupa toda, como seria caminhar, ver, receber o carinho das crianças... está tudo na matéria. Com certeza vai ficar para sempre na minha memória.

Fico muito feliz quando as pessoas vem me falar que gostaram de uma matéria e nessa isso aconteceu várias vezes, é tão bom saber que tem gente lendo o seu trabalho, que está gostando... Quem não leu ainda, pode fazê-lo clicando aqui.

Até a próxima empreitada. Qual será?
Minha matéria na edição desta semana do Q? era sobre as dicas das soberanas da Oktoberfest para o pessoal curtir a festa. Tive de fazer a matéria e esrevê-la logo depois, mas fiquei feliz com o resultado, até que enfim fiquei satisfeito. Por causa da matéria tive a oportunidade de bater um papo por telefone com a Michele, a Leticia e a Mariana. As gurias além de lindas são uns amores. Simpáticas e solícitas, participaram da matéria numa boa.

Mas o melhor veio depois: os comentários. Recebi elogios de colegas e outras pessoas que leram a matéria e gostaram. Fico feliz quando tenho retorno do trabalho. Já realizei a pauta da matéria para semana que vem e devo escrevê-la nesta sexta. Foi muuuuito divertida e dolorosa a pauta, mas acredito que o resultado vai ficar ótimo. Obviamente, é relacionada a Oktober. Quarta-feira que vem você descobre.

FOCAS ARRASAM NOVAMENTE
Uma das coisas mais divertidas na realização das últimas pautas do Q? tem sido a participação das Focas do caderno. Na pauta que realizei nesta quinta, Buna Matos e Renan me acompanharam na empreitada. Acredito eu que eles se divertiram. Em breve coloco o link para vocês lerem o que eles escreveram. Obrigado pela companhia focas... Até a próxima!



As imagens acima correspondem as duas últimas matérias que escrevi para o Caderno Q?, você pode conferi-las aqui e aqui. A de cima foi a que relatei aqui no blog, na qual acompanhei as duas modelos do Q?, foi uma delícia. A outra foi com o Cristiano que roqueiro (o cara toca em três bandas) aceitou ir numa manhça no acampamento farroupilha de Santa Cruz.

Assim como ele aprendeu/lembrou de várias coisas, eu também entrei na história. Fiquei todo bobo quando os jovens começaram a dançar o Xote Quatro Passi, porque essa era umas das danças que eu dançava quando era criança no grupo da Escola, olha a foto acima como prova... Como é bom relembrar de algumas coisas... A ideia da matéria era mostrar que a cultura gaúcha não é tão distante quanto parece as vezes, bastou o Cristiano permitir-se a participar para gostar da experiência. Eu só tenho o que agradecer...

Eu entrevistando as modelos do Q? (Fotos: Bruna Travi)

Na noite desta quinta-feira, eu e as Focas do Q? Bruna Travi e Ana Luiza Rabuske fomos acompanhar as modelos do Q? Débora Goerck e Natalia Garcia na segunda noite de desfiles do Shopping Santa Cruz. Não vou contar muito porque quem quer saber tudo terá de ler a matéria na próxima quarta no Caderno.

Primeiro quero agradecer a Bruna e a Ana por terem me acompanhado, as gurias fizeram bonito: tiraram muuuitas fotos, gravaram vááários vídeos (todos vão para o blog dos Focas do Q?)... Além de serem ótimas companhias, as gurias trabalharam para caramba ao meu lado e acredito eu, se divertiram muito também... Num momento elas quase enlouqueceram com a minha histeria... hahahaha... Parabéns as gurias pela iniciativa de me acompanhar, o trabalho de vocês com certeza será reconhecido.

Débora, Bruna, Ana e Natalia


Quero também dizer que adorei conhecer as duas modelos do Q? que foram escolhidas para representar o Caderno no desfile. Além de serem lindas, a Débora e a Natalia são muito queridas, uns amores mesmo. Toparam dar entrevista, gravar vídeo, tudo... e depois arrasaram na passarela, com muito charme e beleza...

Por fim não consegui assistir muito do desfile, mas pude fazer o que gosto: meu trabalho, que sempre me realiza e me deixa feliz!!

Todos os detalhes você confere na próxima quarta no Caderno Q? e os extras no Blog dos Focas do Q? Imperdível!!
Nada como um bom evento para dar uma sacudida numa semana que poderia ser modorrenta. Ainda bem que tem três noites de desfiles no Shopping Santa Cruz (de quarta a sexta) e o jogo do 15 anos da conquista do título do Pitt/Corinthians no sábado para a gente fazer a festa. Ainda não sei bem ao certo em que dias vou assistir aos desfiles. A priori, vou todos os dias, porque vou fazer matéria para o Q? ( sobre o que especificamente eu não conto... hahahaha!!). Mas pode ser que eu falte algum dia, se por um acaso, por exemplo, a janta na casa da minha amiga Marisa Leão sair.

Já no sábado, eu vou é para ver muita gente. Não lembro da conquista do título, mas não perco de jeito nenhum um dos maiores eventos do ano... Vai ter tanta gente conhecida e desconhecida... Muitos amigos vão ir assistir, outros vão para trabalhar (né, Lê?)... E outra, o Poliesportivo deverá estar lotado e eu quero ver se o ginásio realmente agüenta superlotação... Enquanto os eventos acontecem eu entro aqui e conto o que estou achando... Me desejem sorte, porque quem desejar azar já digo que desejo em dobro... hahaha...
Bem, como sempre estava comentando as reportagens que faço para o Caderno Q? do Jornal Gazeta do Sul, dessa vez vou comentar três matérias num post só, tudo por ter desaparecido daqui. A mais "velhinha" é a que escrevi sobre a saga "Crepúsculo", onde contava as novidades do segundo filme da série, "Lua Nova" e adiantava alguns babados do tercero, "Eclipse". Adorei fazer a matéria porque foi diferente das outras que eu havia feito, uma vez que, não tinha case nem nada, só as informações sobre os filmes. Além disso, após assistir ao primeiro filme virei fã da série e pretendo ler os livros e obviamente assistir ao segundo longa. Nessa matéria aconteceu algo bastante curioso. Normalmente, minhas matérias estavam sendo diagramadas nas páginas 2 e 3, no entanto, essa acabou indo para a capa, o que foi uma tristeza só porque era muita informação e imagem para pouco espaço. No final o Gelson, competentíssimo, fez milagre e fez tudo caber, mas a página teria ficado mais legal se as fotos pudessem ter ficado maiores. Ok, é a vida de jornalista...


Na semana seguinte, fiz uma reportagem de comportamento falando de jovens que amavam academia. A matéria deu um belo de um trabalho e rendeu algumas cenas desconfortáveis, como aquela em que fui fazer as primeiras entrevistas e enquanto eu estava de jaqueta dentro da academia, todos os alunos estavam de camiseta manga curta... eu parecia um esquimó enquanto a galera parecia derreter de suor... Mico total! Não fiquei satisfeito com a matéria, mas nem sempre a gente fica.... me empenhei, mas não foi o melhor de mim...



Por fim, semana passada fiz essa matéria linda e cor de rosa sobre a Liga das Gurias. A idéia é muito bacana e é em parte da minha amiga Julia Thetinski e conta com a participação da amada da Carol. Gostei mais dessa matéria e acho que a página ficou linda, linda... também com a ilustração maravilhosa da Mariana Pellegrini, não tinha como não ficar...

Já amanhã sai mais uma matéria no Caderno e se tudo der certo, amanhã mesmo mostro ela aqui. Na reportagem dessa semana, alusiva a Semana Farroupilha que aconteceu na passada, levei um jovem roqueiro para visitar o Acampamento Farroupilha de Santa Cruz. O resultado tá na matéria... já adianto que mais uma vez não fiquei satisfeito com o texto...

NOVIDADE

Uma novidade que aconteceu na última semana relacionado ao Q? e que eu não havia ainda comentado é o início da quarta edição dos Focas do Q?. Este que vos escreve participou da primeira (lembra? depilando as pernas!). Então só posso dizer que esse projeto é muito especial para mim, porque me aproximou da empresa onde hoje trabalho... O grupo esta super motivado e cheio de idéias e eu como não poderia deixar de ser, estou explorando toda inteligência e garra da galera.... Focas do Q? vão arrasar!!
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Tem gente que não aprende. Eu sou uma dessas pessoas. Não bastava ter depilado as pernas para a matéria do Q? (que você confere lá embaixo), resolvi depilar a barba. Isso mesmo, a barba. Sempre odiei fazer a barba, achava que a lâmina machucava a pele, quando fazia com o aparelho doía porque a barba já estava grande e com aparelho deve-se fazer praticamente todo dia. Então decidi experimentar depilar porque eu sabia que ia demorar mais para vir. O que parece que eu esqueci é a quantidade de dor que podia resultar a empreitada.

Marquei a sessão para o sábado (não queria que as pessoas me vissem logo depois porque a cara fica algo) com a Silvia Regina, a mesma que fez a depilação para a matéria do Q?. Cheguei lá e começou o processo. Ela passou uma cera especial, a mesma que é usada para depilação do púbis nas mulheres, que é feita com mel e não é retirada com banda, mas sim é retirada a própria cera que esfria e endurece. Silvia passou a cera na minha cara, começando bem embaixo. O calor da cera na pele já não foi uma sensação muito gostosa, mas nada se compara com a dor no momento da retirada da cera. Dói. Muito. Até pensei em desistir na primeira arrancada, mas me mantive firme.

Sem dúvida alguma a depilação na perna dói menos, isso porque a pele da região é mais dura, na face quando se puxa a cera, parte da pele é puxada junto, dói beeeem mais. A face é uma regiãos sensível, obviamente dói mais. Por muitos momentos pensei que eu era sadomasoquista, só podia ser esse o motivo de eu estar fazendo aquilo. Eu pensava "Como eu amo uma lâmina de barbear!", "Como eu amo meu aparelho!"...

Silvia foi ótima, tentou me relaxar, mas não teve jeito, era muita dor. Mas explico, a dor acontece no momento da retirada da cera, depois logo passa. Em algumas áreas a dor persiste mais alguns segundos, mas você não fica com dor ao fim do processo. Como Silvia quis fazer um serviço completo, ela passou outro tipo de cera e colou a banda em alguns fios que teimavam em não sair, depois partiu para a pinça... imaginem a minha felicidade durante todo esse processo...

Agora, a pele da gente fica uma coisa horrorosa no fim. Como os poros ficam bem abertos, a cara da gente fica vermelhíssima, cheia de pontos da mesma cor, um nojo... Para ajudar a fechar os poros e melhorar estetiamente a face, a Silvia me indicou passar gelo na cara e foi o que eu fiz a tarde inteira de sábado... derreti uma boa quantidade de gelo esfregando na minha cara... Para vocês verem como fica a pele, vejam essa montagem que eu fiz com minha cara com barba, logo após a depilação e três dias depois...

A dúvida que ficou é se vou ou não voltar a depilar a barba. Se eu fosse responder hoje, diria não. Foi muita dor, mas eu não dou certeza de nada... Veremos!




ATUALIZADO
Esqueci de contar qual foi a trilha sonora do momento de sofrimento... das músicas que tocaram a que marcou foi a que tocou quando acabou a depilação e uma música que eu amo: Fogo, do Capital Inicial. Ouça!

Bem, espero que você já tenha visto a matéria do Q? dessa semana. Não viu, então clica aqui. Já tinha tido a idéia da matéria há um bom tempo, mas acabei preferindo fazer outras primeiro, em outros momentos recebi a pauta dos guris e assim foi indo. Então semana passada eu passei a idéia da pauta para o Jansle, ele aprovou e eu fui correr atrás do cases.

Quer dizer, de um dos cases, porque sempre pensei na Amanda para essa matéria. Falei com ela e como sempre, super participativa, ela topou. A dificuldade foi encontrar o outro case, que eu queria que fosse um rapaz. Várias indicações e nada. Até tínhamos um que seria perfeito, mas ele já havia saído no caderno 2 vezes. Por fim, minha amiga Heloísa indicou o André, que aceitou o convite e contribui com a matéria.

As entrevistas foram tranqüilas e acho que os dois cases foram ótimos, porque enquanto as mudanças da Amanda era mais "over", como eu sempre digo, as mudanças do André eram mais simples, como eu queria. Não queria duas pessoas que fizessem super mudanças, porque a matéria era sobre pessoas que gostavam de mudar o visual e nem todo mundo pinta o cabelo de roxo, né?

Embora os cases tenham sido ótimos e as fotos idem, não fiquei satisfeito com a matéria (na maioria das vezes eu não fico mesmo). Acho que eu poderia ter escrito melhor, bastou eu revisar a matéria já diagramada e ir embora da Gazeta para vir em minha cabeça milhares de coisas que eu poderia ter escrito e não escrevi. Bem, é assim mesmo. A gente esquece algumas coisas, usa uma palavras e depois lembra que poderia ter usado outra, mas garanto que empenho não faltou, talvez tenha faltado mais inspiração. Até a próxima matéria, que dessa vez vai ser diferente de todas as outras que escrevi...

Falando em Metamorfose ambulante, título que eu fugi na matéria porque já havia usado o título de uma música semana passada ("Livre para voar", lembra?), assista ao nosso maluco beleza Raul Seixas cantando sua famosa canção... Dia 21 fez 20 anos da morte desse cantor que continua vivíssimo por meio de suas músicas... Ah, não quis repetir o formato do título porque a gente sempre tem de tentar de fugir de fórmulas... Tento não começar os textos da mesma maneira, escrevê-los da mesma maneira eassim por diante...



Bem, quem anda acompanhando o Jornal Gazeta do Sul, mais especificamente o Caderno Q? tem notado que eu tenho feito reportagens para o mesmo. O que tem sido algo muito bom para mim, porque tenho exercitado o fazer reportagens e escrito sobre coisas que gosto... A reportagem da semana passada foi sobre pessoas que eram solteiras por opção, como diz a música do Exaltasamba que citei na reportagem, livres para voar. O nome da música acabou dando o título à matéria.

Como sempre, foi muito interessante fazer a matéria, porque inicialmente ela ia ocupar a página 2 e 3. Depois mudou: a matéria principal foi para a capa e tive de escrever uma secundária para as internas. Amei ter de escrever com o tempo escoando, tendo de tirar novas idéias da manga... Um belo exercicio de jornalismo.

Uma das maravilhas de estar escrevendo as matérias é a resposta das pessoas. Muitas vezes a impressão que a gente tem é de que ninguém lê, porque é difícil alguém exprimir alguma opinião, mandar um email. Mas, aos poucos, um e outro vem comentar. Chama no MSN, comenta no corredor. E como é gostoso saber o que os outros estão achando dos textos (principalmente quando estão gostando, é claro)...

Para semana que vem, a matéria já está quase pronta. Um dos cases já entrevistado, o outro já avisado. A fonte de um dos boxes já entrevistada e fotografada. O bacana é que a pauta dessa semana é diferente da passada e vai ser diferente da próxima... Acompanhe as reportagens e dê sua opinião aqui.

Veja a matéria sobre os solteiros: Capa, 2 e 3.

Ficou a fim de ouvir a música, escute aqui embaixo.