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COISAS DE SANCLER

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Quinta, eu e a Helô fomos do trabalho direto para Oktober. Queríamos passear pelo parque antes do show do Nenhum de Nós que prometia animar a noite. Chegamos e fomos andar pelos estandes e começamos a comilança. Eu, enfim consegui comer meu pote de morangos picados com chocolate derretido (ao custo caríssimo de R$5 reais) e depois ainda comi um waffle de presunto e queijo que me pareceu um tanto cru.

Com o estômago forrado, fomos realizar nosso desejo: andar no Evolution, brinquedo do Parque de Diversões que é o mais radical. Não basta ele te virar de cabeça para baixo, ele faz isso enquanto de gira no ar, não tem nem como explicar o que esse brinquedo faz. Ano retrasado eu havia andado e apesar do pavor causado, queria andar de novo. Mas, para mim, nada é simples.

Eu e a Helô entramos no brinquedo e quando passamos por uma das divisões(cada uma com quatro lugares), uma garota de uns 16/17 anos nos chamou para sentar com ela. Dizendo não querer andar sozinha, ela clamou que sentássemos ali. Mal sabíamos que havíamos caído na isca de uma psicopata.

Após o cara responsável pelo brinquedo nos "prender" na grade, a graciosa garota "inocentemente" perguntou se a gente sabia porque no ano passado o parque não havia trazido o brinquedo. Mais uma vez, caímos na sua rede e respondemos que não. Foi aí que ela iniciou seu terrorismo psicológico. A jovem nos contou que no ano passado a grade do brinquedo havia aberto e um garoto caído e morrido aqui no Rio Grande do Sul. Faltando menos de minutos para o brinquedo começar a funcionar, não era a informação que eu gostaria de ter.

Enquanto eu e a Helô gritávamos para sair do brinquedo (de brincadeira, na verdade), a little psicopata gargalhava... não satisfeita, ela acrescentou "sempre imaginei que quando andasse nesse brinquedo, terminaria a luz quando estaríamos de cabeça para baixo". Mais uma vez clamávamos ajuda, não queríamos sair do brinquedo, mas de perto daquele abutre falante.

Não bastasse o terror psicológico, a Helô percebeu que sua bolsa não fechava direito e o jeito foi ela andar no brinquedo segurando a bolsa com uma das mãos. Enquanto a Helô gritava sem parar, eu de nervoso, só ria. Melhor, gargalhava. Ria de cabeça para baixo, ria girando, ria enquanto o brinquedo me jogava de um lado para o outro.

Bastava olhar para aquela altura para pensar "a grade vai abrir e eu vou morrer"... me segurei com tanta força, que cheguei a machucar meu braço. Embora tenha achado mais hard essa vez, nem deixei de ficar com os olhos abertos para ver a belíssima visão que se tem da cidade quando girado de cabeça para baixo.

Depois de ficar trocentas vezes de cabeça para baixo e de ter sido girado tantas vezes possível, eu simplesmente não aguentava mais, e o meu riso foi trocado por gritos de "Chega!!!", intercalados com "Paaaaaara". Enfim, parece que fui ouvido e o brinquedo parou. Enquanto todos saíam das grades e do brinquedo, nós continuávamos lá, presos com a pequena psicopata que não gritou nenhum momento. Livres das grades e da psyco, agradecemos por estarmos vivos.

Veja vídeo gravado por alguém que andou no brinquedo para ter uma idéia de como é:

Nesse outro vídeo você pode conferir como o brinquedo se movimenta, é a visão de quem assiste tudo de baixo: